segunda-feira, 30 de abril de 2018

Falta de pachorra...



Hoje vim trabalhar, não, não fui o único, mas confesso que foram muito poucos que quiseram juntar-se a nós.


De entre esses poucos, com raríssimas exceções, digo melhor, as outras queixam-se disto, daquilo, do que isto faz àquilo, e um cansativo lamento de quem não aprendeu resiliência, que fosse, à força.


Mesmo assim - haja saúde - sobressai o brio, o compromisso, o sentimento quiçá já passadista do dever antes dos ultra-progressistas «direitos» pseudo-adquiridos, mas muito reclamados se de algo em absoluto se tratasse.


Em linguagem muito simples, como fica difícil estabelecer pontas seguras, de forma verdadeira e desinteressada.


Como fica difícil e ingrato ajudar, persistir teimosamente nesse inato caminho, e constatar que só com muita fé vale a pena não desviar sentido e direção do bem, quiçá, por vezes, confundido com algo bacoco ou pueril.


Como funcionará isto nos outros que por nós são ajudados em determinada altura, momento, situação, como interpretarão esta dádiva terrena, esta disponibilidade e empenho?


Começo a acreditar aquilo que aprendi a pensar ao longo deste tempo, e que - pretensão (se a é) à parte - quiçá não é devidamente interpretada ou incorporada porque de facto não entendida nos seus processos e modus operandi.


Dito de outra de muitas maneiras possíveis, é contabilizado, aproveitado, e quase banalizado quase como se de uma» obrigação se tratasse.


Ou seja, inverte-se na sua essência a reciprocidade do gesto e da pequeníssima atenção que pode eventualmente simbolizar gratidão, sem precisar de uma obrigado que porque explicito é tão evitado.


Não, não estou a encriptar o sentido ou foco deste, os comportamentos é que são cada dia, assumo-o, menos clarividentes, sem grande substrato humano, pois isso são práticas de quem já passou.


Hoje é véspera de feriado, e a Penelopezinha já deve dormir num Santo soninho naquele seu rosto tranquilo, e meigo, mesmo.


Deus assim a mantenha como símbolo de simpatia e contagiante paz de espirito.


Bem-haja a sua Avó numa existencial e heroica contenção por um amor tão incondicional até hoje um pouco distante nas suas vivências diárias.


Vai mudar em breve, estou certo, e Deus assim quererá, acredito.


 

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

EMPATIA?!

Hoje mesmo, à vinda para o Serviço, ouvi numa estação de rádio a opinião de um psiquiatra, segundo a qual "...a empatia é uma viagem ao Mundo do outro, mas uma viagem de ida e de volta.".
Pensei como a intuição nos conduz não raras vezes para caminhos de menor e deficiente entendimento, ou melhor, se potenciarmos o sentimento mais emocionado e sensível, a resposta pode até ser muito óbvia, demasiado evidente até.
Mas a vida é mesmo um "jogo da Glória", lembram-se, claro?!
No vai e vem das inconstâncias, sobra a insegura confiança da verdade não palpável, logo incerta. Empatia rima com simpatia, mas vai muito além (ou não) dessa acepção meramente gramatical da questão.
Estruturalmente, pode ser esta interpretada com um sentido mais intuitivo, do que construído, nomeadamente, porque na tal viagem inicial não se verificar uma identificação de códigos, as ligações, essa corrente de alguma forma alimentada na sua continuidade, vai perigando a sua continuidade, e vai-se "descarnando" em sucessivos e pequenos cortes.
Dinâmicas à parte, sobra a coerência, não essa, claro, mas outra, mais ou menos assumida, mas transparente, óbvia.
E escrevê-la é apenas e só exercitar o espiar de pensamentos fruto de acutilantes e incómodas observações sempre movidas pela busca constante da essência, do carácter, do cerne da empatia. Ou será que me quero referir, inconscientemente apenas e só a: simpatia?
Será essa a génese do equívoco, da confusão.
Pensar e reflectir são caminhos para a clarividência.
Ver bem, chegar longe, são capacidades nobres, mas por vezes amargas, pois escancaram com gritante evidência os factos, e não há choro que os contrarie.
Chega de viagens, pelo menos deste tipo.
Venham então as férias, tempo de (re)encontro(s) com os outros, ou preferencialmente, com o próprio.
Haja saúde!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Lá fora está frio!

Restelo, 27 de Dezembro de 2008



Gui, Rafa e Maria Angélica


Lá fora está frio, deduzo, chove feio, sente-se o interior desconforto de algo que nos incomoda.

Ontem, depois de andar de casa em casa, estando (como sempre) onde me entendo por mais útil, cheguei finalmente ao meu cantinho. Ainda liguei o computador – o MAC -, com quem venho estreitando novo e mais próximo relacionamento, e esperei uns minutos para que os pensamentos fluíssem qual download de um software free, como se de um desejável update se tratasse?!

Mas o assunto não era, tão pouco é, informática, pois disso sei pouco, e não é problemática que preencha as minhas reflexões diárias,de todo.

A “coisa” passa muito mais por sentimentos vivenciados em contacto real, por solidárias emoções, por uma vontade genuína de estar perto, sabendo contudo qual o lugar de cada um , e de cada qual, o que é ou não esperado.

É realmente uma postura de intrínseca e verdadeira natureza altruísta (“ Diligência em que se procura o bem estar dos outros à custa do próprio, de forma desinteressada...”), numa dimensão pequena e restrita que é a minha, enquanto ser ainda bastamente imperfeito aos olhos de Deus, dizia, que me leva à impressão deste conjunto mais ou menos homogêneo de caracteres.

Neste contexto, senti ainda necessidade à priori de confirmar, ainda, o significado de compaixão antes de redigir estas breves palavras que tentam postar um conjunto de pensamentos e sensações.

De facto, diz-se dela ser : “Uma compreensão do estado emocional de outrem, com o desejo primeiro de aliviar ou minorar o seu sofrimento , e que se caracteriza essencialmente por acções.”.

Mas, apesar destes parágrafos inicias terem sido vencidos, a folha de word continua em branco, no sentido descendente, e eu ainda pouco ou mesmo nada escrevi, nomeadamente, sobre o que me motivou na minha por vezes inquieta, mas assertiva consciência!.

Vamos lá....

Hoje é dia de lembrança, não um qualquer dia, seguramente O, com letra maiúscula.

A perda, ainda demasiado recente ( na minha modestíssima e respeitosa opinião) foi seguramente para muitos, mas confesso que neste momento em que penso só me ocorrem os três, filhos e Mulher, Mulher e filhos.

Circunscrevo assim o universo sujeito desta minha missiva, primeiro por gostar apenas de falar , escrever, ou pronunciar-me sobre algo que o conhecimento próximo alimentou a minha emocional forma de observação, mas também por algum irreverente espírito critico que quem me conhece sinto em relação a “outras” pessoas.
São as minhas balizas, provavelmente a necessitar de aferição e calibragem, mas não me quero perder por agora por esses caminhos algo ínvios.

Como durante este meu percurso de vida experimentei já o funcionamento das “associações livres”, sinto por vezes, nomeadamente, ao escrever que essa circunstância que é já inerente à minha forma de pensar, não se traduza na escrita com a clareza e simplicidade que seria desejável.

Com um de vós venho confirmando em termos de consciencialização, a definitiva importância do desenvolvimento saudável da capacidade de comunicar, em momentos e circunstâncias de teor e dificuldades dispares, razão em contrario,acreditem, os conteúdos reprimidos encontrarão poros para transbordar em “acnes” mais ou menos intensos e indebeláveis.

Quero querer que me reconhecem a capacidade de dádiva empática, que no caso da situação que me traz aqui hoje, se constitui num exercício dos mais complexos e intensos.

Claro que apenas consigo penetrar à superfície no vosso sentir, e por essa razão, diria, solidarizar-me “à distancia” com aquilo que imagino ser a dor dessa irreparável falta.

Desculpem-me pela minha ainda demasiada forma terrena e hiper-realista de falar, que denota, claramente, a necessidade de percorrer um longo caminho na minha espiritualidade, mas quero querer que também comigo foi a doença que me fez, parcialmente, como penso!

Atrás – se se recordam, referi-me à lembrança, como se houvesse apenas e só um dia para exercitar mais esse lóbulo cerebral.

Culturalmente fizeram-nos assim, com marcos e datas precisas, determinações essas com as quais jamais me reconheci.

Sei por isso que vossa lembrança é diária, até porque – e esta já foi uma aprendizagem aturada que pude extrair do convívio convosco -, o Ricardo vive efectivamente dentro de vós, está omnipresente nos vossos dias, a ponto de eu próprio o ter já podido constatar, sentido, essa presença forte e determinante.

Não sei se vocês, Guilherme e Rafael, sabem ou alguma vez souberam que desde a primeira vez que eu e vossa Mãe , Maria Angélica, fomos a Fátima, a “acompanhei” ao local preciso onde fisicamente depositaram um dia as cinzas de vosso Pai Ricardo.

Sendo eu já na altura, “oficialmente”, namorado da vossa Mãe, senti nesse dia sensações e emoções que trabalhei da maneira que me foi mais acessível, mas o registo ficou.

Depois dessa, muitas outras vezes se sucederam, e em silêncio lá ficamos, vossa Mãe e eu sentados uns minutos naquele muro circular, debaixo de tão significante “árvore”.

Falo neste episódio, não, obviamente por algo que interesse sobre a minha pessoa, mas para tentar não calar mais a importância da vossa Mãe neste momento preciso das nossas, vossas passagens.

(pequena paragem para pensar um pouco...)

O projecto de vida de vossa Mãe, como sabeis há muito, são vocês, o vosso bem estar, o vosso futuro, O PRESENTE.

Sem ousar menosprezar a vossa capacidade de entendimento, mas ao mesmo tempo sublinhando a vossa ainda “relativa “ idade, ficarei imensamente feliz quando - se ainda não aconteceu-, tiverem a oportunidade de apreender a riqueza interior que emana, igualmente, de um coração despedaçado, e quantos outros revezes passados teve já que enfrentar (entre outras, a deficiente, incompleta e, diria mesmo, incompreensível pouca solidariedade dos restantes familiares).

Hoje é dia de Aniversário do Ricardo, vosso Pai, seu Marido.

Bem Haja Ricardo por continuar sempre tão presente , cada dia mais próximo, na vida de seus filhos e sua Mulher.

Que hoje e sempre eles possam sorrir com essa benção,pois a vida avança, e dará novos e bons passos, mas vossa coesão será sempre razão e âncora de vossas existências, pois vossa família é una no sentimento que é eterno e simultaneamente presente.

Que a dignidade e amor de vossa família possa um dia ser replicada n’outros que provavelmente jamais irão ter a oportunidade de viver tantos e tão estruturantes momentos de felicidade como vós os quatro.

Um abraço grande e sentido, RF

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Num dia de Sol, e apesar do Sol.

Bar do M., zona da caixa, momento exacto do pagamento.
Tiro a nota, cinco euros, e chegava, eu sabia,apesar de ser um local caro.
Enquanto a empregada fazia a conta, para me dar o troco, e levanto o olhar sobre o ombro direito…e, lá vêm as duas sombras quase sempre brancas, sempre iguais, coladas.
Vejo um flash, não percebo.


Volto a olhar, agora menos discretamente, e eis que confirmo que de facto “um(a) de entre os dois” estava de facto a fotografar o espaço , pois não estava mais ninguém no espaço, apenas eu que entretanto já bebia um sumo de laranja, e hoje , sim hoje não resisti ao pastel de nata.
Parecem estas frases perdidas, sem razão, irradiadas de preocupações terceiras, mas é que ainda não cheguei ao mais fundo.


Não é que atrás dessa máquina, dessa pessoa que a empunhava acima daquele feio nariz empinado, um outro vulto, o outro branco vulto, cabisbaixa, na passada, qual tal militar, se movimenta num rodopiar igual, um passo atrás, não mais do que um!
E foi isto, para trás, tcha, mais uma flashada, e toca a virar.


A primeira "bamboleava-se" nas curvas duras , falsas de vã feminilidade, seguida por atormentada perspectiva daquela que noutras ocasiões se enche de ser gente.


Santo Deus, ao que as pessoas chegam, por não quererem ser apenas e só pessoas, viverem e deixarem viver, assumindo-se, usufruírem sem complexos, sem a arrogante soberba do vazio, do pouco mais do que nada, sem invejasssssssss!!!
E assim como entraram, se evaporaram, mas ao fundo, desfrutava-se a mesma imagem, o mesmo movimento, o mesmo lamento interior, aquela ideia de vivência pela partilha condicionada.
O juízo não é final, mas “não há no mundo nem nunca haverá” que me cale na minha existência…


Observo sim, e relato, ainda que saiba quão mais confortável é não "ver" tanto!

segunda-feira, 9 de março de 2009

CONSERVAR E INOVAR

Conservar e Inovar : do paradoxo à realidade.

 

 

A imperiosa salvaguarda das memórias culturais (intemporais), herdadas ou vivenciadas pela pratica corrente da fruição de olhares atentos, curiosos e sensíveis, sobre as relíquias patrimoniais, impele-nos para o entendimento do ideário do Patrimônio, móvel ou imóvel...mas ainda e sempre vivos.

 

Estas obras, singulares e únicas, esquecidas e desprezadas durante demasiado tempo, têm vindo, aos poucos, a impor presença da sua memória/história, perpassando com enorme custo, a malha fina de uma peneira de conceitos, idéias e contextos, poucas vezes convergentes num verdadeiro vértice geométrico, ponto aglutinador de um somatório de novas praticas integradas, num processo evolutivo em crescendo, bem direccionado, com lúcidas e inovadoras intenções.

 

Do sujeito/objecto como ponto de partida, passando por uma concepção mais lata e profilática do cerne da acção - a Preservação – depressa se deriva para a verdadeira essência, e que é a conservação e restauro de bens culturais.

 

Ambas as áreas, por definição profundamente interligadas e interdependentes ( em momentos e espaços distintos), sofrem a confluência de inúmeros saberes, de transversais e complementares conhecimentos aplicados, numa pratica eminentemente interdisciplinar, que enriquece a atitude, tornando-a competente e séria.

 

Na pratica, tender-se-á para um conjunto, que não sendo universal, é o bastante para redundar em idônea garantia dos trabalhos.

 

A recentemente constituída empresa, “Conservar e Inovar”, aproveitando-se dos conhecimentos e experiências dispares dos agentes previamente escolhidos para seus colaboradores, pretende impor rapidamente na sua actividade . que já é diária – este conceito mais abrangente de Conservação, tentando, em pacífica reunião de esforços, servir-se, também, das mais actuais tecnologias aplicadas a estas áreas profissionais, na assumpção clara de que dessa maneira, o desenrolar diário dos trabalhos desta nova empresa, e o seu inevitável crescimento, se darão de uma forma bem estruturada e coesa, sustentada em princípios éticos e praticas deontológicas  rigorosas e, inevitavelmente competentes.

 

Rui Xavier

18 de Julho de 2002 

Homenagem ao meu primo João Rodrigues.

Querido Primo João,

Quero e vou deixar aqui, muito próximo de ti, estas palavras Sinceras e Sentidas, como demonstração da minha profunda admiração, Amizade e eterna Saudade por ti, para que jamais alguém esqueça como foste sempre, para todos, um ser Humano de Excepção...muito especial.

Do teu primo, para sempre Amigo, com admiração sem fim

Rui Filipe Teixeira Xavier

Lisboa, 25 de Dezembro de 2000

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Breves da Sala Grande 1

Sentei-me um pouco, assumo-o, ”…porra!!!, também tenho direito”, pensou e disse-o para que os outros o ouvissem.
Fui e vim, entrei e falei, olhei esperando o teu olhar, mas a resposta tardou a manifestar-se. Aliás não veio mesmo! E repetiu-se outra vez. C’est la vie!.
E que bom é Sol, como se anseia e respira pensando nele, e que expectativa imaginá-lo aquecendo-nos a alma e o corpo.
Um amigo meu dizia muitas vezes uma frase engraçada, e que era : “É tão longe de cá para lá, como de lá para cá”. Parece lógico, matematicamente confirmável, mas o facto é que na prática este conceito não sofre da reciprocidade esperada e, diria, desejável.
E amanhã é amanhã, que por sua vez é outro dia, na linha que avança e que estabelece em novelos de inteiro realismo, por vezes, irreversível, porque demasiado alternado, pouco consistente e convicto.
“Coimbra tem mais encanto na hora da despedida”, é a música que me acompanha nesta dança sobre o teclado do computador, e que me remete a substantivos pensamentos, e continuadas reflexões sobre as relações humanas.
Resta a inércia, impõem-se a cautela, ficam as preferências, aviltam-se as prioridades, sobram as escolhas.
Tenhamos, então, presença de espírito para as assumir coerentemente, pois o rio corre sempre para o Mar.
Façam o favor de ser felizes.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

"Meu querido filho,

Só umas palavrinhas,ao vivo não consigo dizer-tas.Emociono-me.
O que tu fizeste por nós,nesta triste estadia em Londres,deixa bem claro o que tem sido toda a tua vida;ajudar os outros, fazê-los felizes,ser feliz também por isso,uma entrega sem condições, esquecendo-te sempre que tens a tua própria vida para viver.
És o ser humano com a alma mais bonita e generosa que eu conheço,e que ainda por cima tenho a sorte de ser a tua Mãe.
Tenho um imenso respeito por ti,pela elevação com que fazes tudo na vida e uma admiração sem limites pelo Homem que és de verdade.
Só peço a Deus que te ajude e te acompanhe em todos os momentos da tua vida, que é um exemplo para todos nós.
Um grande beijo da tua Mãe que te adora e um obrigado que não tem fim.
Desculpa este desabafo, mas só um santo como tu seria capaz de fazer o que tu fizeste por nós.

Até Lisboa, Mãe"

(1996)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

"Somos cada dia mais os defeitos que temos"

A frase solta não é de minha autoria.
Vinha no carro com o auto-rádio ligado na TSF, e ouvi-a da boca de José Saramago, num excerto de suposta e recente entrevista?!
Contudo,e apesar de isto se ter passado há alguns dias já, não mais a esqueci , pois ainda não tinha encontrado nos meus continuos pensamentos, imagem tão exacta para tudo aquilo que eu venho sentindo como observador interactivo dos meus semelhantes.
Talvez seja uma deixa que me permita uma abordagem mais rigorosa e fundamentada do que entendo por uma sentida falta de esperança na grande maioria dos outros, passe a presunção, que se nela incorro, a assumo conscientemente.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Era só um Nevo (sinal), HAJA SAÚDE, Hoje e sempre

Era exactamente assim, no mesmo local e tudo.
Que coincidência incrível, pois a foto não é obviamente minha, mas sim da net.
Mas isso são apenas pormenores, não a essência, não o que realmente importa verdadeiramente.
Substantivo é aquilo que se sente e vivência muito para além da circunstância em particular.
São momentos em que a relativização se reduz à sua mais ínfima natureza.
É o que permite e determina tudo o resto.
É por definição a possibilidade de continuar,agradecendo e fazendo por o MERECER.
Bem haja aos meus Pais.
E assim, se poderá dizer com apropriação e felicidade :" amanhã é outro dia", e ainda bem!
Como é bom poder parar sempre, todos os dias, e aproveitar para pensar, para repensar, refletir,exercitar a auto-análise, a auto-crítica.
E porque hoje é outro dia, vou trabalhar que se faz tarde.

terça-feira, 27 de maio de 2008

"Tudo bem.Beijos"

A semana passada fui ao Instituto do Coração fazer uma "prova de esforço", e na volta, já com o pequeno-almoço tomado, conduzia ao som da TSF, quando ouvi o "anúncio" do concurso anual para ingresso na Escola Naval.
Tal informação fez-me ,de imediato,viajar retrospectivamente em pensamentos e vivências recentes.

A primeira ideia que recorrentemente me veio à lembrança, foi a constatação de como é bom acreditarmos nas nossas intuições, quando elas são fruto de atenta observação, e coerente e sensata reflexão.

É aliás essa uma manifestação de assertividade e de crença em nós próprios.

Faz um ano que me "associava" a uma "empreitada" que correspondia a um desafio,à concretização de um desejo, a um desafio.

Terra ou Mar, a aposta era ser militar (oficial) da Marinha Portuguesa.

inacabado...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Não há mesmo coincidências!


Já há muito tempo que não sentia um impulso tão irresístivel para escrever como aquele que ainda agora estou a sentir, e que aconteceu em consequência d'uma visita relâmpago que recebi à minutos atrás.
Estava eu a escrever um e-mail para um ex-professor da Fundação Ricardo Espirito Santo Silva, quando entram pela minha (polivalente) sala de trabalho, uma colega minha, com uma Professora (pessoa que imediatamente reconheci), e um grupo de alunos.
Eu já nem precisei de ouvir dizer nada, pois eu já sabia tudo...e a Senhora Professora apresentou-se como eu a sabia ser, e o grupo de alunos era nem mais nem menos uma turma de uma licenciatura em que eu estou igualmente inscrito, mas à qual ainda não me tinha juntado por total falta de tempo em virtude das minhas diversas tarefas no Museu.
Antes de revelar esta coincidência, tentei suster o espanto p'la enorme coincidência da situação, e respondi genericamente ao solicitado, explicando um pouco daquilo que se faz no meu espaço de trabalho, daquilo que eu faço e posso fazer.
A Senhora Professora perguntou-me depois - na frente da minha colega e dos alunos - qual havia sido a minha formação até aqui, ao que correspondi verbalizando um micro curriculum vitae, eis se não quando surge a oportunidade de fazer a revelação, eu não conseguiria tão pouco iria perder a oportunidade de me apresentar também noutra variável da minha vida, e disse : fazendo alarde ao modismo do fenómeno de "O Segredo", e à forma como de facto , realmente, tem momentos em que o universo responde a apelos inconscientes, subconscientes, referi para espanto de todos que eu também fazia parte da turma que me visitava, logo também iria ser/era aluno desta Professora, também pertencia a este grupo.
A surpresa foi geral, e a coincidência para mim com mais sentido intrínseco,pois estava a contar no início da próxima semana ir à faculdade, e entre outros falar com a dita Professora.
Aliás, este adiamento, o retardar deste passo vinha-me deixando residual ansiedade, incómodo e inquietação, pois esta licenciatura é um projecto que abracei com determinação, e só o realismo da vida (leia-se as prioritárias necessidades no meu trabalho onde me venho dedicando em exclusivo!) me impediu ainda de concretizar com maior rapidez e sucesso.
E é isto, desabafei, e garantidamente não vou substimar este sinal, por tudo que aqui disse, e também p'lo muito que não disse, mas passei, e vivencio diariamente.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Afinal ainda há notícias que me surpreendem e espantam!


(lembrar conferência do Procurador da Républica e dos 140 jovens que foram apanhados com armas de fogo nas escolas, nomedamente miudos com 6 anos. desenvolver este assunto...)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

"Os seres humanos relacionam-se uns com os outros, mas não se relacionam verdadeiramente".


Esta frase não é de minha autoria. Ouço-a, quase todas as manhãs, quando no trajecto entre minha casa e o meu local de trabalho, sintonizado na TSF, ela se repete num dos separadores antes das notícias. É uma voz de Mulher.
Contudo, lembrei-me hoje de a citar, de a trazer para este "cantinho", pois ela faz-me sempre pensar, nomeadamente, porque subscrevo inteiramente a ideia que passa.
Claro que o universo por excelência onde se pode verificar e constatar de forma mais evidente essa realidade, é nas "relações" em locais de trabalho (e eu por mim falo)!.
Por essa razão, e porque sou um observador atento das alterações/flutuações constantes e contínuas de comportamentos humanos no que às relacções diz respeito, pensei ser um tema interessante para divagar um pouco por conceitos e ideias,seguramente,alguns deles, um pouco pré-concebidos?!
Sou, na minha conduta diária, e desde que me encontrei com a minha PERSONALIDADE, um teimoso em relaçaõ ao recurso à coerência. Sou mesmo intransigente , perante alguns príncipios. Diria mesmo, que perante algumas (poucas) situações sou quase de rochosas e inabaláveis convicções.
Desculpem a sinceriade do desabafo, mas acho que é uma questão de carácter . Ou se tem, ou não.
Mas - e voltando a vaca fria - a questão dos relacionamentos em meio laboral são um Mundo de "coisas" várias, de ensinamentos únicos, de especial prontuário para (tentar) apre(e)nder algo da essência de cada ser humano de per si.
Há muitas pessoas que se revêm no ditado popular que diz : "Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto dos animais".
Eu, hoje, diria de maneira diferente, e que seria : "Quanto mais conheço a natureza intrínseca dos adultos, mais penso que as crianças são a nossa única salvaguarda de esperança no futuro, assim os Pais tenham a Arte e o engenho de lhes permitir evoluir e crescer,sem ter que ouvir diariamente que a vida de todos decorre em função...da "percentagem do défice" e, obviamente (passe a metáfora) de tudo o que é inerente e consequente a esta postura e perspectiva únicamente monetária.
A minha experiência de vida tem-me mostrado à evidência que invariavelmente, e salvo raras e elogiosas excepções, o busílis de "tudo" é apenas e só o dinheiro.

Já continuo....

segunda-feira, 17 de março de 2008

Dia 19 de Março, "Dia" dos Pais.

Quero dizer,sinceramente, que embora viva estes dias da maneira mais presente e reconhecida, desde que me entendo como gente, na encruzilhada dos meu pensamentos,reflexões e sentires, que não relevo excessivamente a passagem deste mais "um" dia de celebração, por entender dever pratica-lo, igualmente, durante os outros 344 dias do ano.

Contudo, jamais o enjeitei, de forma alguma o rejeito, e sou feliz por o poder sublinhar na presença única do meu Pai.

Dizem que por ser Carangueijo de signo, que inerentemente existo numa valoração acentuada da minha sensibilidade familiar.
Reconheço-o, facilmente, mesmo sem até hoje algo de muito concreto ter feito para também eu constituir uma família, em moldes similares e parecidos aquela de que faço parte como filho e irmão, tio ou cunhado.

Não me queixo,aliás, não sou de me queixar gratuitamente, mais de assumir ou, isso sim, de fazer algo consistente e coerentemente para bolinar as aparentes inerências do destino.

Acredito - do fundo da minha ignorância implicita - que ser Pai ou ser Mãe, ambas as experiências devam ser únicas e incomparáveis.

Acresce a toda esta vivência, sentido, objectivo, que se a resultante a nivel da descendência -leia-se filho(s) - for "recompensadora", dir-se-ia que a iniciativa de ajudar a nascer e criar algo do zero, poderá constituir-se no verdadeiro SENTIDO que aliás , porventura, todos buscamos, para podermos ser presente, olhando o passado, e sermos ainda transição para algo que se espera e deseja (?) sequencial e continuo.

Acho que com segurança e certeza posso hoje afirmar tranquilamente que sei exactamente a importância de poder ter um Pai e uma Mãe presentes, circunstância essa que rapidamente e de forma imediata se transforma em privilégio único quando do meu Pai se trata.

Por contraponto a essa realidade,sempre fui particularmente sensível, atento e disponível para com aqueles que a determinada altura das suas vidas se viram amputados dessa presença, e que por essa razão merecem da minha pessoa a minha mais profunda consideração e admiração.
E sei do que estou a falar.

Numa outra ocasião, não há muito tempo, neste mesmo espaço, tive oportunidade de a propósito de idêntica data escrever algumas palavras, passar algumas ideias que dessem uma imagem real da minha Mãe, não de todas as suas reconhecidas e muito raras qualidades humanas, mas de alguns indicadores que sublinhassem a importância que teve, tem e terá na minha construção como pessoa.

Sabia eu que outro dia - por sinal hoje - iria, igualmente, referir-me de forma , igualmente, não propriamente "facil" de redigir ao meu Pai, a minha outra metade,por de uma rara existência de especial Ser se tratar.

Sei que tenho algo de diferenciado, algo de verdadeiramente honesto e bom como ser humano, e que tento deixá-lo visivel nesta minha passagem única pela Terra.

Mas com certeza maior, sei que seguramente o que consegui, foi herdado genética e posturalmente de ambos os meus Pais.

Eu venho vindo a construir-me, a afinar-me e corrigir-me, sobre essa base cuja qualidade humana jamais conseguirei atingir.

Aliás, ainda hoje, eu sou o que sou, e sou-o para honrar e dignificar o muito que os nossos Pais nos têm dado, que é muito para além do que os três algum dia poderemos retribuir.
Disso, não tenho hoje qualquer dúvida.

Por isso tudo, comemorar o dia do Pai, é sublinhar também estas ideias já há muito cimentadas e inabaláveis nas suas convicções, e é pedir que todos possamos estar em comunhão presencial, e sabermos dar o devido valor ao precurso, ao presente, para o futuro, destes exemplos excepcionais,que por o serem rareiam, no meu caso, não existem outros iguais.

Não me parece no entanto possível enúmerar qualidades (*), quando a essência se eleva bem alto, muito para além do banal e facilmente verbalizável.

Descrever qualidades,seria ser pouco, não dizer o bastante, quando de "coisa" única falamos,logo aquèm por certo ficaríamos.

Eu - nesta minha trabalhada evolução como ser individual - ainda não percebi verdadeiramente se existe um estado de Felicidade, ou ao invés, se existem momentos felizes,ou outros estados mais específicos de (auto)satisfação.

Sei no entanto de forma inquestionável que SOU FELIZ por ter o privilègio de "ter" os Pai e Mãe que temos. E isso é tudo, é imenso,tudo justifica.

Beijos do teu filho Rui.

(*) - Em redacção, o post  "O Médico que nunca dizia ser Doutor".

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

SUBESTIMAÇÃO ...


Perguntaram ao Dalai Lama...


"O que mais te surpreende na Humanidade?"



E ele respondeu :



" OS HOMENS...PORQUE PERDEM A SAÚDE PARA JUNTAR DINHEIRO, DEPOIS PERDEM DINHEIRO PARA RECUPERAR A SAÚDE.

E POR PENSAREM ANSIOSAMENTE NO FUTURO, ESQUECEM DO PRESENTE DE TAL FORMA QUE ACABAM POR NÃO VIVER NEM O PRESENTE NEM O FUTURO.

E VIVEM COMO SE NUNCA FOSSEM MORRER...E MORREM COMO SE NUNCA TIVESSEM VIVIDO."

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

A "Arte" da relativização: uma necessidade praticada diariamente.


Quantos como eu não conheceram já, e muitas vezes , esta necessidade, relativizar,mas de verdade.


Quantos, por sentirem necessidade de o fazerem, não se vêm bastas vezes confrontados com a problemática de relativizar a relativização?


E já viram, por este andar, onde iriamos aterrar conceptualmente, onde iriamos de facto chegar?


Mas, contudo, eu não deixo de me assumir cada dia mais defensor ( seguidor mesmo) desta prática, razão em contrário, não podendo recorrer a esta muleta, muitos acontecimentos/eventos diários tomariam seguramente proporções "desproporcionados", e sempre encontrariamos uma razão, nomeadamente, para estarmos aborrecidos, nos sentirmos maltratados ou mesmo ofendidos, ou ainda - e mais grave - descrentes tout court!!!



Eu penso que quer gostemos muito ou não, quer seja mais confortável e "agradável" pensar de forma contrária,não é hoje muito simples ser de outra forma, encarar os espaços vivenciados com este pré-diagnóstico.


Claro que eu também já acreditei mais nas pessoas em geral, já esperei muito mais delas,mas não é menos verdade que não é de agora que reconheço à minha volta,em geral, muito poucos interesses , humanamente falando.
Caretisse, quiçá, mas acredito mais em cru e assertivo realismo e objectividade.


Não acham anti-natura termos que saber viver com tudo e com todos?


Mas porquê, a que título? A comunhão plena na comunidade perfeita?!


Claro que é por isso, por essas razões que pessoalmente sou empurrado para essa prática, a relativização, razão em contrário, o dia-á-dia tornar-se-ia mais difícil de digerir, e transformar a passagem de mais 24 horas das nossas vidas em algo minimamente positivo,justificado.


Nem que as ondas aumentem de tamanho, e os ventos se juntem para ajudar, jamais navegarei nestes preceitos posturais, misto de invejas, inseguranças, vazios e pobreza de espirito.


Mais, tenho um omnipresente sinal luminoso, em vermelho ( uma cor que me causa sempre desagrado,srsrsr), para que não "durma" na parada!!!


Corial seria afirmar que da parte se toma o todo, e de um ou mais exemplos, se transferem sensações que podem raiar perigosamente a sempre insensata generalização, massificação da palavra e das ideias.


Um dia , há alguns anos, ouvi de um "psi" num programa de televisão, algo sobre a importância para o nosso equilibrio emocional a nível de gestão de relações, que era importantíssimo quando,a determinada altura do nosso auto-conhecimento, nos apercebiamos que não gostavamos de determinada pessoa e, mais importante, óbvio, porquê.


Dessa forma, desde então, e quando me deparo com uma situação em que possa ter que julgar, opinar, sentir, sempre tento fazer estas observações da forma que a mim, leigo, me sejam o mais "científica" e isenta possíveis.


E depois, chegado a ese ponto de topográfica e geodésica assertividade, aí confesso, não há nada a fazer para mudar.


Já não cabem a tolerância, a compreensão, a desculpa, e lá me volto para a minha companheira de todos os dias ,"a relativização", a quem agradeço muito a companhia e presenças nestes últimos tempos de passagem atenta.




E cada dia que passa mais penso "nela", mais recorro a "ela".


Será um sinal dos tempos?