sábado, 15 de dezembro de 2007

A impossibilidade de ir além da discrição : experiência,e "frete".


Nem sei bem por onde comecar;pois falar de uma viagem se trata!
Depois - o que não ajuda nada, o teclado do ordinateur é completamente diferente do habitual,o que me obriga a uma ginástica pouco amigável, e entropecante.
Quantas vezes ja respirei fundo esta semana quase completa, para não ter que (literalmente) me chatear!!!!
Claro que estou a falar de recursos humanos,de gentes em forma de pessoa,personificacões preteritas de locomovidos egoísmos!!!
Fico - nestas situacões - sempre gritante e ansiosamente entre a dúvida e a incerteza (eu sei que e o mesmo). Digo, nao digo? Falo mais tarde,em ocasião mais oportuna? E valerá realmente mesmo a pena dizer? Algum merece palavras francas e lógicas?
Quando as ajudas de custo sao o light motif,o combustivel de todas as relacões,nao e dificil chocarmos,confrontarmo-nos,amiude,com os mais baixos dos estratagemas de (sobre)vivência que se multiplicam alicerçados no erro,no equivoco,na mentira propalada até parecer verdade.
Como contornar,por cima,óbvio,este imenso e recorrente "contratempo"? Que energia psíquica somos obrigados a gastar para dar a entender que vivenciamos e encaramos a digestão destes "eventos" doce e pacificamente?
A substimação,praticada que seja por quem e medíocre,pode ser agreste,amarga,sei contudo conseguir ser letal. Jamais.
Como é profundamente reconfortante saber que,noutro Mundo, ha pessoas diferentes que nos aguardam, e que tanto queremos e precisamos rever...tocar,cheirar?!
Como tudo o resto se diminui de tamanho,se reduz,embora nao desaparecendo,óbvio,pois não é possível.
Mas,dessa forma,construida que esta sendo "A" alternativa,uma tranquilidade diferente se apodera de nós,e enche o coração dum calor tépido em Sol primaveril.
E então,o processo de relativização vai trabalhando cada vez mais a favor, e as coisas se tornam mais claras nos seus contornos; as pessoas mais transparentes, tudo mais óbvio,perceptível,antecipável.
Obrigado a ti,que de uma forma ou de outra me aguardas para ir junto de ti.
Obrigado pessoas que me valem a pena, a todos;

...porque estou a pensar em ti!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Des(ilusões)...sem grande significado.

...cheguei um pouco mais tarde, pouco mais de meia-hora, mas também, caramba, estou farto de extratimes,com uma ausência quase total de reconhecimento!
Graças a Deus não o espero, de verdade, já ultrapassei essa necessidade, nomeadamente - e mais importante - interiormente falando.

O cansaço físico (e não só) dá-nos para andar meio aluados, menos observantes, planando ao sabor de caminhos e corredores repetidamente percorridos vezes sem conta.

Mas não escondo, é bom sentir a consciência plena do dever mais do que cumprido, para além do exigido, e mesmo falando só e apenas comigo mesmo,a satisfação interior é tal, que supera handicaps externos.

Fui então como é hábito comer algo, vulgo, tomar o pequeno almoço, e escolhi o bar por ser mais próximo, e porque ele se abre para um espaço livre e verde ( oxigenado), e o dia está de Sol.E que há que aproveitá-lo antes que comece a faltar,pois a serotonina agradece.

Fui só, pois nem pensei,ou se calhar o cansaço me faz querer e necessitar destes momentos só para mim.

No entanto não pude deixar de reparar que depois de mim outros colegas directos chegaram, acompanhados de outros, e...apesar da minha mesa ser de quatro cadeiras, três ficaram vazias!. Tudo na vida é uma questão de opção ( como diz alguèm que é realmente muito importante na minha vida no presente).

Vi ,por exemplo, quem não há muito me procurava,amiúde, por razões com significado diferenciado,nem sequer esboçar aquele ,sincero ou hipócrita,gesto de perguntar se "podemos sentar", "estás á espera de alguém", "queres companhia", e pensei, calmamente : que bom é ter auto-estima, como eu agradeço aos meus Pais essa mais valia,essa confiança que me permite estar completo, estando só ( nestas situações,bem visto).

Por essa razão, à medida que o tempo avança,a idade se acresce em anos, e a experiência de vida me dita esta linha condutora de carácter cada dia mais consolidada nos meus príncipios, repito para mim : o melhor de mim só o darei a quem o merecer,quem fizer por isso, o que sei hoje sem hesitação acontecerá com muito poucas pessoas.

Não se iludam, estou bem, muito bem, até bem disposto ( exceptuando que gostaria de estar em casa no meu sofazinho a ver o canal História, e adormecendo naturalmente, com uns reconfortantemente quentinhos raios de Sol entrando pela janela da minha salinha).

Mas eu observo sempre, estou sempre alerta, não preciso de olhar muito para perceber demais,quiçà, ás vezes até demasiado mesmo. Sinto até necessidade de me limitar,de me policiar, de observar menos, para não constatar,não concluir.

Este mês, quiz ousar, e ser arriscado como nunca fui. Pensei inscrever-me na licenciatura em Psicologia, pois - passe a sensata não pretensão - acho que poderia dessa forma dar vazão a algumas capacidades inatas e trabalhadas no (re)conhecimento dos comportamentos dos seres humanos.Pois é, isso mesmo, o lado sensato pesou mais do que o lado aventureiro, e segui um caminho pragmáticamente mais útil, sem falsos complexos de não ter arriscado, pois ,também, de nenhuma paixão se tratava!

Aliás, não sei se sabem, mas não acredito em paixões, nem emoções afins, tal qual percurso ciclico e fechado ,ascendente e descendente, de uma montanha russa.

Já pararam para reflectir sobre estas similitudes? Recordam-se de, com algum receio, se terem colocado a primeira vez num dos carrinhos que percorrem a montanha russa, numa zona plana logo após a zona de bilheteira, onde se misturam gentes que saem e que entram? E conseguem recordar-se como termina o percurso da mesma volta? Isso, exactamente na mesma posição, mais ou menos friozinho na barriga. Exactamente na mesma posição.

Eu prefiro sentir, emocionar, gostar, gostar mais, gostar ainda mais, e depois tentar manter, e aí sim está o segredo,construir sólidamente,de forma atenta, mas interessada e empenhada ,aprendendo com as imperfeições, tentando fazer sempre melhor.

E hoje posso iludir-me,pois sinto que a sorte me bateu á porta, e tento fazer por a merecer,pois acho que mereço mesmo, e ninguém jamais conseguirá demover-me desta certeza,palpável.

Boa sorte sonhadores, boas paixões, boas experiências!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Como é "difícil" viver sendo íntegro, honesto, tendo carácter.

PAIS






Como todos sabemos, tudo tem um início , tudo começa "lá" mesmo,e...ou se tem a felicidade e privilégio de ter, ou regra geral , não tem remédio, normalmente está irremediavelmente perdido...excepções à regra que sempre contrariam as teses assumida e arriscadamente mais generalistas.
Concerteza que já muitos de nós ouvimos repetidamente falar os outros como se fossem detentores de verdades absolutas,mais, achando-se muito para além do que são na realidade como seres humanos, nas suas diversas e distintas idiossincrasias.
Normalmente quem ouvimos falar, ele é o honesto, o incorruptível, o exemplo, ele que se permite julgar tudo e todos.
Provavelmente também já tiveram oportunidade de assistir e intuir, que estas precoces e prematuras auto-exaltações de egos enviezados, constiuem capas pré-montadas.porque confortáveis, e funcionantes no campo das relações superficiais (aquelas mais em voga nos tempos que decorrem...)!
Os outros mentem, nós não, jamais!
Os outros desdenham, invejam, acordam em bocejos de despeito, derramando fel quase ao mesmo tempo que a muito custo conseguem tirar a ultima ramela, antes de sairem para a "rua", para o tal "mundo" onde são incrivelmente óptimos, uns exemplos a seguir.
E de repente, vemo-nos num meio existencial e relacional, em que se todos se acham o que julgam que são, pensam-se superiores aos demais,porque obviamente não se questionam, e dos seus semelhantes, obviamente, não vem quaisquer interrogações,pois acabamm por seguir a mesma cartilha, os que que sabem lêr, e os outros que copiam. E, indiscutivelmente, esse caminho é mais fácil, muito mais fácil, muito menos trabalhoso.
E ironia do destino, são esses chamados os "espertos", em gíria/calão, aqueles que se sabem "orientar" bem na vida.
"Quando não podes vencê-los, junta-te a eles"! Que máxima mais nojenta, mais encanada na sua verdade, enlamiando o devir nos seus gestos mais diários. Mas é uma realidade diário, e há que saber enfrentá-la, reconhecê-la, contorná-la se nela não nos revirmos.
E para isso é preciso estar atento, alerta..."esperto"!
E depois, do cerne deste lamaçal,fugindo a labirintos pré-instalados, tentam esgueirar-se outros seres, que também legitimamente se acham no direito de serem respeitados na sua essência de gente diferenciada, melhor de facto,mas que se vêm rapidamente obrigados a recorrer ao uso de grande determinação e verticalidade bem alicerçada para, para além de também conseguirem (sobre)viver neste "mundo", conseguir igualmente Viver!.
Pois é um lugar comum que todos, os que o reconhecem, e os outros, que estes últimos a que me referi no último parágrafo, começam a escassear, diria quase mesmo ironizando, que já não estão na "moda" há muito tempo, já nem sequer fazem uma meia-estação,rsrsrsrsrsrsr.
É nestas alturas que essas condutas, essas firmezas de carácter, mais são postas á prova, nomedamente, quando teimosa e intransigenmente insistimos em continuar por esse caminho.
E à mais dúctil sensibilidade , sucede-se a mais empedrenida e intocada postura, a tal da cabeça levantada,dos olhos nos olhos (se porventura do outro lado for acompanhado nesse gesto, claro).
Sabujice (bajular,adular,servilismo) : o termo só por si é, semânticamente falando,horrível, com uma conotação obviamente prejorativa, mas aplicavel em muitos e muitos casos, e esse sim cada dia mais praticado.
Reconheçamos que, no entanto, tem uma imensa força,actualmente, a ponto de se conseguir sobrepor a uma entendidade - o mérito - que teóricamente deveria ser de importância nuclear, e norteadora de condutas, posturas, e verdadeiras e justas avaliações.
Com que simplista leviendada hoje assistimos á instalação deste sistema, seja ele substantivado em nome deste ou daquele lobbi..., mas extravasando seguramente os seus universos restritos, e mais ou menos ocultos.
São todas estas, verdades inquestionaveis, de verdade inexorável.
Eu sei que é lugar comum referi-lo, mas nunca é demais sublinhá-lo,apenas!
E, em conclusão, o que fazer,valerá a pena combater este status quo, e de que forma.
Pessoalmente só conheça uma, que não é seguramente a que dá mais frutos, mais prémios, mais reconhecimentos, e que é : tentarmos determinadamente ser cada vez mais coerentes, TEIMOSAMENTE coerentes e rectos na continuidade prática dos nossos propósitos, relevando aquilo que sendo erróneo, injusto, indegestível, para um "saco" de desperdícios, sem que de quando em vez saiamos um pouco desta nossa atenta reserva, e façamos com que perçebem que estamos a "ver" tudo, e que os consideramos seres de segunda, que apesar de faltarem, falharem, não corresponderem, não partilharem, nada darem, são provisóriamente promovidos e premiados, nas pequenezas materiais desta vida feita de tantas coisas, mas ao mesmo tempo de tão pouco do verdadeiramente essencial.
E um dia, quando tiverem por alguma razão que acordar desta aparentemente confortável e compensadora "promiscuidade", espero e desejo que ainda vão a tempo de tentar ser GENTE,mesmo que isso seja por cima de uma manto obscuro de uma materialismo,de gestos baixos e pequenos,que obviamente vos foram tolhendo a possibilidade de crescer como pessoa.
E neste universo, para além de pessoas, existem também outros tipos de animais...vertebrados ou nem por isso!
Disse.Fui.