quarta-feira, 11 de julho de 2007

Salvador da Bahia...um DESTINO.

















































Será que é a este tipo de "coisas" que chamam férias, mudar de "ares", fugir á rotina, divertir, viver?!
Nada a opôr,óbvio,muito pelo contrário!















sexta-feira, 6 de julho de 2007

"Esta música é linda", disse , sorrindo daquela maneira mágica...






"Mar de Sophia"
Apareceste linda,nem mais nem menos, mas diferente,facies tranquilo e amaciado, de cabelos lisos,loiros,e com aquele penteado que tem um toque tão especial,ainda não facilmente defínivel.
A pontualidade, foi - com esforço pessoal - a possível. E de repente se muda do registo stress, para a observação perscutante, observadora, detalhista...
Tudo parecia estar certo, no seu sítio, equilibrado, sofisticado na "aparente" simplicidade...e o rosto transmitia tranquilidade, e muita jovialidade...
É curioso, seja qual for a circunstância - e pensei-o ,claro - é tão difícil me entregar completamente, sem continuar pensando, sempre pensando...vou atrás, consciencializo-me no presente, vou e venho à frente sem lá ficar demasiado tempo, e estou, tento "estar" mesmo, SENTINDO TUDO, com todos os sentidos, rigorosamente todos.
E a fruição assim plena me trasporta para sensações muito, muito especiais, que - é curioso - no momento exacto das vivenciar, logo logo sinto que não as estou a expressar em toda a dimensão do SENTIR.
Seguramente, julgo, isso se deverá à minha matriz comportamental reservada, discreta,por vezes, algo condicionada ( mas isso é outra conversa, bem mais longa, e que foge em absoluto a este comentário).
Que nome é que se dará a esta circunstância que nos permite sentir com igual prazer todos esses sentidos, ter feedbaks igualmente bons de todas estas emissões de tão especial existência...presença, lado a lado.
Será que pensar demais, me impediu muitas, e muitas vezes de SENTIR livre, mais e melhor?
Obrigado pela vossa ajuda, mas eu sei a resposta, claro que sim! C'est la vie.
...a temperatura, apesar da brisa era já de verão, e sentia-se o espírito e algum calor na presença das pessoas, nas indumentárias menos pesadas, e no circular respirado em sentidos desconexos naquela calçada iluminada,também, preenchida de cheiros vários...
Eram horas de jantar, comer algo, petiscar...estar junto, circular de coração quente, e satisfação evidente e estampada no rosto.
E não é que "apareceram" pessoas simpáticas, que foram sinceros, claros, educados, aprazíveis...
Tudo fica tão mais fácil quando assim é, e é preciso tão pouco para assim o sêr!
A pontualidade estava a ser cumprida,quase britânicamente, e entre portas a coisa se atrapalhou um pouco, de ínício...mas já lá estavamos, e como diz alguém que bem conheço, é só colocar a razão ao serviço da inteligência...e lá entramos fácil, sem problemas...
Ultrapassada esta "barreira" que "obrigou" a este expediente logístico mais atento, e uma vez conduzidos aos lugares, de imediato nos concentramos na voz, na presença por entre luzes.
E eu, particularmente parte de mim, apesar do contexto, da ambiência, do prazer do envolvimento ( que lugares bem escolhidos, que sorte).
...e que voz tão segura, tão quente,em gestos poucos, mas com sensualidade quanto baste,sem falsos exibicionismos.
Adoráveis as poesias ditas,que entre outros poetas/letristas, nos remetem sem facciosismos bacocos ou nacionalistas/patrióticos , para Fernando Pessoa, e para a emergente necessidade de ler mais, mergulhar mais nessa mente genial, e premonitória,de uma actualidade arripiante.
E esta satisfação pelo espectáculo, continuada e crescente, ía sendo acompanhada em simultâneo por silenciosos mas crepitantes pensamentos por inspiração presencial, corrente essa passada entre mãos...e os pensamentos voavam alto, se reproduziam em mais outros,apenas entrecurtados , também, por manifestações físicas veículo de um estado de espírito que prepassa em muito a ambiência desta noite.
Mas sempre observava, olhava tudo, repetidamente, umas vezes mais discretamente, outras assumidamente com o intuito de ver, de cheirar, de sentir, de tocar, tocando, e fazendo-me sentir.
...e o espectáculo corria, coerente na sua qualidade,e de repente ouço : "Esta música é linda", e olho á volta, para o lado...
Fiz um compasso de espera, e passei a cassete bem rápido, para a frente e para trás, eu próprio senti físicamente essa velocidade, o atrito da fita nos roletes...e pensei,que bom, depois de tudo, que foi tanto, e há tão pouco tempo, dizia, que bom ver aquela manifestação sentida de contentamento,felicidade (acho eu?),quão merecido é ( eu gosto desta palavra, merecer),que privilégio estar ao lado,presenciar, perceber,avaliar, e...pertencer.
E, os pensamentos ficaram livres, em associações várias, sem grilhões nem ferrolhos de qualquer espécie...e me veio à memória o relato d'um episódio que foi assim ...
...disse ele, jovem, uma vez no seu ainda compreensível tímido e sentido(sofrido) embaraço do revés que a vida lhe pregou tão cedo, e de forma tão inusitada: "não, eu só tenho Mãe"!
Sabe Deus, e também eu, até eu, que o que ele queria significar com aquelas palavras que a ligação à terra dele ( e do irmão) é a Mãe, pois Pai "apenas " está no imaculado e privilegiado espaço dos seus corações e, obvio, nas memórias nem sempre choradas, mas profundamente sentidas de suas lembranças diárias de algo que É um exemplo no "Presente".
E que papel o desta Mãe...
Eu que tenho a "melhor" Mãe do Mundo, aprendi a não me cansar de homenagear esta Mulher,também e principalmente como referência humana.
Que bom que seu sorriso se pode soltar,que tal maravilha pode ser por todos visionado, que privilégio o meu por tudo enxergar,e ter conseguido estar nesse entrar nesse olhar , onde agora me deitaria, e me acolheria longamente...
Parabéns.
mp

domingo, 1 de julho de 2007

Tudo bem, tudo bom...mas e a animaçao,essa soltura tao necessaria? Um verdadeiro handicap? Ou "apenas" uma maneira de ser/estar...herdadas?!

N'um minuto : o atrevimento bacoco de um velho "homem"...

Haviamos entrado, propositadamente, para ver tudo,para observar, para estar, para tomar um café, um chá apenas...



...e, de repente, vem uma daquelas vontades de "conhecer" o WC, e pedindo licença me afastei, sem que antes não me tenha apercebido de alguém que passava com um sorriso lateral...

Ainda deu para ver - que raio de intuição policial que por vezes se apodera de mim - que no banco do balcão, o ser que se transportava em duas frageis pernas se sentava exactamente de costas para o mesmo, olhando na nossa direcção...e lá fui ao encontro do tal espaço sinónimo de tantos alívios, e para trás deixei por brevíssimos instantes um sorriso, aquele sorriso...

De volta, no regresso o mais apressado possível, enquanto olhava alguns detalhes decorativos, cruzo-me entre cadeiras com aquelas calças brancas, e mais um par de pernas. Ao que vim a saber depois, a mulher da "coisa".

E realmente era lindo aquele carrinho de chá...e de mãos dadas saímos...para trás ficavam pedras, sofás, espaços,vista de mar, e esta sensação de que se ali tivesse ficado, no máximo, a coisa teria ficado por mais uma bebida, ou pela conta, e ele seguiria seu precurso sem ser escusadamente invasivo na sua pseudo-diferença suportada no balbuciar de algumas palavras em idioma que por universal ser, mesmo com outro acentuação, parece guindar estas coisas insulares a momentos de atrevimento pouco simpáticos e nem sempre bem tolerados!

D'um latino que se preza, mp

























quarta-feira, 20 de junho de 2007

Como penso tantas vezes em "algo" que ,pelos vistos, já alguém escreveu há muito...


e transcrevendo,

"De tanto ver triunfar a nulidade ; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto"
(Rui Barbosa), in blog "taquara-poca"

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Desculpem a sinceridade, mas há pessoas que - humanamente não prestam mesmo para nada!






Manual para singrar rápido na vida.
Só precisa não ter particularmente muito mérito, não ser muito assiduo, e - é verdade - ajuda, se puder, não ser excepcionalmente honesto!
Pessoas sem carácter têm grande aceitação neste contexto "associativo", e comportamental.
Depois...é fácil, é só deixar rolar, adiccionar umas partilhas de favores visíveis e evidentes, substimar,ocultar,omitir ,prejudicar premeditada e continuamente terceiros, e está atingido o objectivo...até um dia, pois amanhã é e será sempre outro dia. Cá estaremos para observar, e rir.